O Teatro da Confiança
Neste Dia do Trabalhador, enquanto o mundo fala de direitos, muitas de nós somos obrigadas a participar em “teatros de team-building”. É a ironia suprema de participar num workshop sobre “confiança e cooperação” liderado por um administrador que sabemos abafar casos de assédio nos bastidores. Na Sociologia do Falso, estes eventos não servem para unir a equipa, mas para validar a imagem da empresa enquanto a sabotagem continua no dia seguinte.
A Mordaça do “Gratiluz”
A obrigação social de “estar bem” e de participar nestas dinâmicas forçadas tornou-se uma forma sofisticada de silenciamento. Se não sorris no jogo de grupo, és “difícil”; se não finges que a cultura masculina da empresa é inclusiva, és “radical”. O “falso” aqui é acreditar que uma tarde de jogos e sorrisos ensaiados consegue resolver anos de uma cultura que desvaloriza sistematicamente a mulher.
A Resistência para Além da Encenação
Celebrar o 1.º de Maio no Meu Refúgio significa recusar o papel que nos escreveram neste teatro. A nossa saída não passa por acreditar na “boa vibe” de quem nos sabota, mas por:
- Reconhecer o Teatro: Perceber que a harmonia exibida nestes eventos é apenas uma mordaça para as tuas queixas legítimas.
- Proteger a Essência: Manter a sanidade mental, sabendo que a tua competência é real, mesmo quando o ambiente é falso.
- Valorizar o Anonimato: Porque num palco onde todos fingem, a verdade só pode ser dita em segurança, protegida pelas sombras.
Honra as tuas marcas; elas são a prova de que sobreviveste ao que o silêncio tentou esconder.
Veja aqui o nosso Código de conduta
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